sábado, 9 de julho de 2011

Só sei que nada sei

Costumo sempre dizer da boca pra fora a seguinte frase: “Só sei que nada sei”. É difícil de acreditar que algo que foi dito há tanto tempo possui fortes influências nos dias de hoje. O poder de assumir sua ignorância e o desconhecimento deveria ser a principal virtude de um homem, mas, estamos blindados pelo “achismo” de sabermos de tudo e deixar que fatos que nos cercam passem despercebidos pelo total “saber demais”.
No dia 09 de Julho de 2011 tive uma nova experiência, fui levado a conhecer algo que não estava acostumado, ou melhor, achava que estava acostumado pelo simples ato de andar na rua. Deparei-me com o sombrio mundo desconhecido do “pós” drogas. As aspas devem ser enfatizadas pela simples indeterminação que esse mundo traz, onde a exatidão e a certeza cedem espaço para o sofrimento e o medo de que tudo volte a ser como era.
Antigamente a minha pena era somente destinada às famílias dos usuários, hoje, ela engloba toda a sociedade. Porque toda a sociedade sendo que uma pequena parcela dela passa por esse problema? É simples a resposta, ela é movida pela ignorância, onde parece se racionar de verdadeiros conhecimentos para buscar a verdadeira justificativa de um problema social e agir como um todo para buscar por uma alternativa eficaz e global, amparando a minoria que sofre hoje e já garantindo o seu amparo em futuro ainda incerto. Achar que só acontece na família do próximo é uma das coisas mais banais que se podem pensar hoje em um mundo onde a heterogeneidade já tomou de conta. Justificar pela predestinação já virou vício de uma sociedade medíocre que não sabe o que a espera.
Na verdade, não sei nem porque estou de fato escrevendo esse texto para expressar algo, não faz sentido. Aqueles olhos que foram ao meu encontro em uma simples visita a uma casa de reabilitação já me falaram tudo, e é nesse tipo de comunicação que sentimos a veracidade de que há palavras em um silêncio profundo que dizem muito mais do que um eterno desabafo, palavras que me trouxeram um passado intolerante, sofrido e angustiante. A timidez de um ex usuário de drogas pra mim tem uma explicação: A vergonha de seu passado e a vontade de assumir que quer voltar para “aquele mundo”. É triste acreditar que em um momento lúcido e reflexivo essas pessoas chegam a acreditar em um mundo próspero e liberto de qualquer vicio que as cercam, porém, são tomadas pela “vontade maior” e desistem de tudo logo em seguida.
Creio que aprendi bastante em apenas 30 minutos, onde vi e senti um problema social de perto. Consegui absorver coisas que jamais havia absorvido anteriormente, me atentar a um fato social me traz a sensação de uma pessoa melhor. Espero ter seguido o real significado da frase de Sócrates e ter vencido a minha própria ignorância quanto a esse assunto e me tornado uma pessoa 1% melhor.
Esta noite irei dormir em meu auge da reflexão após um verdadeiro baque de realidade naquele que diz ter ombros largos. Balancei-me diante de uma realidade da sociedade e de um exemplo claro de ignorância dentro da minha própria casa. Acho que por hoje já está ótimo. Fui!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Primeiro Texto.

Vivendo.

Sabor da paixão, coisas que falam, coisas que transmitem.
O desejo por trás do fogo de seus olhos
Pele com pele
Exalação do suor
Mormentos de ternura, anseio, preciso do seu leito
 Abraço apertado, contato...

Troco a amargura pela paixão
Paixão que traz amor, que traz vida
Cheiro que contagia
Cheiro que exala
Cheiro que transmite mais do que simplesmente o poder da fragância
Fragância que me inspira, me faz lembrar do poder da felicidade sob meu corpo

Não busco a felicidade eterna em você
O eterno não existe
O infinito não existe
Busco o momento, o momento único
O momento do prazer

Prazer reluzente
Prazer contagiante
Prazer aflora inspiração
Inspiração...

Brota naturalmente
Natural do seu amor
Da ansiedade de te ver
Da saudade que sou submetido a sentir

Submissão...
Da sua alma
Do seu espírito
Do seu amor

Encontrei a felicidade
Felicidade que não tenhos planos de me libertar
Felicidade que vou me acorrentar
Por que assim eu vivo
Estou vivendo
Viverei.

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Hoje, dia 12 de Julho de 2011 eu tenho a plena certeza que essa pobre poesia que foi escrita há exatos 6 meses, já tinha uma pessoa a quem deveria dedicar e que o destino a trouxe em minha vida meses depois, então hoje, ao completar 3 meses de namoro e de pura felicidade, eu a dedico ao grande amor da minha vida Virgílio Tomás Garcia.